Minh’alma é náufraga
Vaga por vazios
Lugares sombrios e cartógrafas
Cheias de abraço
Perigos, abrigos e ventos fortes
Ilhas não tenho visto
Dias são traços
Que faço ao rasgar peles
E nervos de aço
Do mundo que desbravei
Em poucas terras lutei
De poucas gostei
Eram lugares povoados
Raças mestiças, bipolares
Bem pouco amadas
Em algumas terras fui embora
Fui expulso de coxas feito refém
Em terras firmes
Terremotos e minhas minas também.
(sobre o título do poema http://pt.wikipedia.org/wiki/Hic_sunt_dracones)


