Autopsicografia

05/11/2008 makeup 2 comentários

Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente
E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fernando Pessoa

Neologismo

05/11/2008 makeup 2 comentários

Violentamente (viu com lentidão)

Cordenada (que não tem cor)

Assaltante (um ”A” que salta)

Caçador (quem procura ter dor)

Bimestre (mestre em duas artes)

Regime Militar (dieta feita no exército)

Diabetes (dançarinas do diabo)

Estouro (touro que virou boi)

Barracão (proíbe a entrada de cachorros)

Edifício (o contrário de ”é fácil”)

Detergente (ato de prender humanos)

Armarinho (vento que vem do mar)

Barganhar (receber um bar como herança)

Luz Solar (sapato com luz na sola)

Aspirado (carta de baralho maluca)

Expirado (um ex doido)

Marionetes (dançarinas do Mário)

Rhuanny Rodrigues [http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13925120270526608371]

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me…

Eu sou feito de Sonhos interrompidos detalhes despercebidos amores mal resolvidos Sou feito de Choros sem ter razão pessoas no coração atos por impulsão Sinto falta de Lugares que não conheci experiências que não vivi momentos que já esqueci Eu sou Amor e carinho constante distraída até o bastante não paro por instante Já Tive noites mal dormidas perdi pessoas muito queridas cumpri coisas não-prometidas Muitas vezes eu Desisti sem mesmo tentar pensei em fugir,para não enfrentar sorri para não chorar Eu sinto pelas Coisas que não mudei amizades que não cultivei aqueles que eu julguei coisas que eu falei Tenho saudade De pessoas que fui conhecendo lembranças que fui esquecendo amigos que acabei perdendo Mas continuo vivendo e aprendendo.

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medo de amar.

”Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz

Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor”

Vinicios de Moraes

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Só de Sacanagem

Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
” – Não roubarás!”
” – Devolva o lápis do coleguinha!”
” – Esse apontador não é seu, minha filha!”
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
“ – Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.”
E eu vou dizer:
”- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão:
” – É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
” – Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.

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É pra você… e só por você!

25/05/2009 makeup 1 comentário

editdas (10)

Você foi,
você é
e eu espero que sejas amiúde…
…o amor da minha vida,
meu dia ensolarado,
minha noite fria,
que vagarosamente passa quando estou em teus braços,
quando você pega na minha mão,
quando você me olha do nada
e quando você me beija…
eu vou ao ápice da felicidade,
felicidade essa que rima com saudades,
minha saudade que será latente,
será nostálgica.
Mas na minha agonia haverá esperança
de que tudo se reconstrua
não só por mim
mas também por ti,
porque você é…(como diria você) …minha idiossincrasia!
você é também minhas pernas,
minha motivação,
porque ‘em tudo vejo você,
em tudo sinto você’.
Eu choro,
eu sinto.
Ainda não fui
mas eu choro
e sinto
a falta do teu perfume,
do teu beijo molhado de amor,
dos teus braços me protejendo
e da tua voz mansa
que diz, sem ter ou saber o que dizer,
que me ama.
E quando diz isso
já me basta,
já me acalma
e me faz acreditar que o amor
que tantas vezes me enganou
enfim desabrochou…
Por ti meu amor!
‘Eu tive que ir embora, mesmo querendo ficar’
mas…
‘Tô voltando, nao sei quando
pra roubar teu coração.
Vou chegar no final
de mais uma canção’

Só pra você… com amor

Rhuanny Rodrigues

Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : “Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.

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Hic Sunt Dracones

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Minh’alma é náufraga
Vaga por vazios
Lugares sombrios e cartógrafas
Cheias de abraço
Perigos, abrigos e ventos fortes

Ilhas não tenho visto
Dias são traços
Que faço ao rasgar peles
E nervos de aço

Do mundo que desbravei
Em poucas terras lutei
De poucas gostei
Eram lugares povoados
Raças mestiças, bipolares
Bem pouco amadas

Em algumas terras fui embora
Fui expulso de coxas feito refém
Em terras firmes
Terremotos e minhas minas também.

(sobre o título do poema http://pt.wikipedia.org/wiki/Hic_sunt_dracones)

Soneto Do Amor Total

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Convites de casamento

convite de casamento

convite de casamento

convite do padrinho

convite do padrinho

convite da madrinha

convite da madrinha

Projeto de fardamento escolar

camisa2

Untitled-1camisa escolhida :